Nota Pública

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Nota Pública

Nos últimos tempos, no que tange a qualidade da formação dos Estudantes Guineenses, se diz: “Studantis Guineenses di Brasil só festa, praia, mindjer, padi-padi, bindi droga. É ta bai pa studa, ma só brinkadera. Studu di Brasil (…)”.

Ciente dessas opiniões precipitadas e generalizadas analises e ou conclusões meramente equivocadas, de alguns/algumas compatriotas com relação a realidade dos/as estudantes guineenses no Brasil, a Associação dos Estudantes Guineenses na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira – UNILAB, concretamente no Estado do Ceará, vem por meio desta, reafirmar (em síntese) um pouco da real situação dos estudantes na na instituição acima mencionada.

Tendo em vista a cíclica crise política que ainda assombra muitos sonhos benignos na Guiné-Bissau, afetando quase todos os setores em destaque a Educação, qualquer oportunidade para estudar no exterior é extremamente auspiciosa para camada juvenil, razão pela qual até então existe um número considerável de jovens que almejam tanto escapar da realidade precária (di nô Terra), com intuito de formar ou imigrar, sem esquecer de estudantes, mestres e Doutores que ainda não pretendem retornar ao país (ou para sempre) devido o doloroso motivo supracitado.

Diante do exposto e boatos fomentados a respeito da capacidade intelectual dos estudantes guineenses no Brasil, vale ressaltar que, em termos de desenvolvimento no setor educacional (qualidade do ensino básico, médio e superior), temos muito a apreender com o Brasil, pois não carece de docentes intelectuais capacitados e universidades públicas de renome internacional, inclusive muitos/as doutores/as guineenses (são frutos do sistema educativo brasileiro), hoje em dia, são considerados/as referências nas Universidades Brasileiras e não só.

Por mais que o sistema educativo de um país, no caso do Brasil, acarreta condições qualificadas, o mesmo não determina o nível do aprendizado de ninguém, ou seja, cabe ao estudante saber aproveitar bem a oportunidade, selecionar os saberes fundamentais para o seu crescimento e amadurecimento intelectual.

A AEGU aconselha todos os pais e encarregados de educação a não hesitarem em mandar os seus familiares com objetivo de estudar no Brasil por vias legais. Nessa ótica, se faz necessário enegrecer que a UNILAB é uma das opções viáveis – uma universidade rica em termos culturais, através da sua cooperação. Em termos quantitativos, a comunidade guineense representa a segunda maior contando com 667 estudantes (em dois diferentes Estados: 505 em Ceará e 162 na Bahia).

É importante frisar que, a Unilab surgiu na base da cooperação solidária, principalmente, com os países membros da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) e, desenvolve diversas formas de progresso social, econômico e político entre discentes e docentes. Um dos seus principais objetivos é “formar cidadãos com competências acadêmica, científica e profissional.” Disso a Guiné-Bissau necessita.

Por fim, o intuito foi apenas ilustrar um pouco da nossa realidade acadêmica temporal para minimizar os boatos e generalizações sobre a vida acadêmica dos/as estudantes guineenses no Brasil. Em suma, nós estudantes guineenses no Brasil (Unilab), imbuídos da necessidade de projetar ações que visam contribuir para o desenvolvimento da Guiné-Bissau, principalmente na área da educação.

Na bardadi, i ka tudu mundu ku dadu edukason é nega toma, tambi i ka tudu kilis ku tomal ku ka tem bom djitu di usal pa bem. NÔ DIFERENTI.   

 

Direção Executiva de AEGU

Mikail Simões, Presidente de Associação Dos Estudantes Guineenses na Unilab.

By |2019-08-16T01:21:42+00:00Agosto 16th, 2019|Categories: NOTÍCIAS|Comentários fechados em Nota Pública

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